
Historicamente reconhecido como um dos maiores produtores mundiais de café, o Brasil passa por uma metamorfose que redefine sua posição no mundo das bebidas. A premiunização do setor tem resultado em uma evolução profunda na cultura do café e, como resultado, os consumidores estão mais sofisticados em suas escolhas e as marcas que conseguirem incorporar autenticidade, qualidade e uma experiência envolvente se destacarão no mercado.
A classificação do café é feita por entidades como a Associação Brasileira de Café (Abic) e SCA (Specialty Coffee Association). Para definir a categoria de cada café, são analisados diversos fatores, como torra, amargor, aroma, sabor, entre outros. Na ABIC, a classificação é do tradicional/extraforte até o gourmet, conforme a nota recebida na avaliação.
Já na SCA, que avalia 11 tributos, estão os chamados cafés especiais. Para entrar nessa categoria, é necessário atingir mais de 80 pontos na avaliação feita pela entidade.

A premiunização não é apenas uma tendência momentânea, visto que ela está moldando a forma como o consumimos e percebemos. Seja em uma xícara de café feito com grãos recém torrados, coado, em cápsulas ou solúvel. Essa transformação é alimentada por uma busca crescente por qualidade, origens diferenciadas e métodos de preparo refinados que geram experiências sensoriais únicas aos consumidores.

Não é à toa que os dados de consumo comprovam essa mudança. O mercado de café premium cresce exponencialmente, indicando que os consumidores estão dispostos a pagar mais por uma experiência sensorial aprimorada, não só no Brasil como no mundo todo.

Os fabricantes de produtos e maquinários de café estão usando formatos inovadores de acordo com as tendências dos consumidores globais, para impulsionar o crescimento de um cantinho do café em casa cada dia mais sofisticado e tecnológico.
Com as restrições da era da pandemia e da mudança para o trabalho remoto, o mercado de café em casa sofreu um crescimento significativo nos últimos anos. Dados da National Coffee Association descobriram que as taxas de consumo de café em casa subiram 82% a partir de um relatório de setembro de 2023.
Está havendo um retrocesso no consumo de café tradicional em casa, a demanda por grãos de nível básico caiu, mas os consumidores estão substituindo os cafés tradicionais ou mais baratos por opções de café mais caros.

Os consumidores estão deixando de ir às cafeteria e fazendo suas próprias receitas especiais de café em casa, muitas vezes replicando as bebidas frias de café vistas em seus feeds de mídia social. O aumento do interesse em experiências de café em casa premium impulsionará as vendas de café no varejo e oferecerá as principais oportunidades de crescimento tanto às marcas de café quanto às categorias complementares de café.

Com a personalização se tornando uma faceta cada vez mais importante para os amantes de café, algumas empresas estão colocando a personalização no centro de seu modelo de negócios e trazendo muita tecnologia e designers incríveis para ter todo seu equipamento em casa.
O serviço permite que os consumidores escolham entre uma variedade de opções para criar seu café personalizado, incluindo misturas de sabores, níveis de doçura, teor de cafeína e tipo de leite (leite integral, aveia, soja e leite desnatado ou creme não lácteo). E ainda preparar diferentes métodos todos os dias, com equipamentos de última geração para explorar o mundo de sensações que o café especial proporciona. Agora os amantes de café podem realmente obter uma experiência única preparando seu próprio café em casa, igual ou melhor, do que os baristas.
O que você acha sobre essas novas tendências de ter seu cantinho de café mais que especial em casa? Gostou da ideia? Deixe seu comentário.
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